"Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música.E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo…" (Antoine de Saint-Exupéry - Trecho de "O Pequeno Príncipe")

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

As coisas que eu sei de mim.....


Transversal do Tempo
Composição: João Bosco/Aldir Blanc
As coisas que eu sei de mim
São pivetes da cidade
Pedem, insistem e eu
Me sinto pouco à vontade
Fechado dentro de um táxi
Numa transversal do tempo
Acho que o amor
É a ausência de engarrafamento
As coisas que eu sei de mim
Tentam vencer a distância
E é como se aguardassem feridas
Numa ambulância
As pobres coisas que eu sei
Podem morrer, mas espero
Como se houvesse um sinal
Sem sair do amarelo...
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Por que será que somos assim???

Por que essa sombra não nos deixa? Mesmo sorrindo a dor lateja por trás dos olhos e o sangue de nossas mutilações internas grita num mantra profundo de eterna solidão, onde tudo fica opaco e nos paralisa sem foças nessa noite gélida que nos assola...

Renato de oliveira Santos

Um comentário:

Mauricio Zerk disse...

Nossa, que lindo isso!
Divino, maravilhoso...
Adorei RÊ.
Um forte abraço pra ti!!!